Força respiratória na escoliose idiopática do adolescente após programa de exercício aeróbio

Vera Lúcia dos Santos Alves, Osmar Avanzi

Resumo


Objetivo. Avaliar o impacto de um protocolo de fisioterapia na força inspiratória e expiratória máxima em pacientes com escoliose idiopática do adolescente (EIA) através da manovacuometria. Dados históricos. A EIA pode mudar a dinâmica respiratória e desempenho da musculatura respiratória, afetando a capacidade ventilatória. Métodos. Pacientes com EIA, de 10 a 20 anos, foram aleatoriamente incluídos, sendo avaliados quanto à força muscular respiratória antes e após o período de tratamento, por meio de manovacuometria, radiografias do tórax e coluna vertebral. O protocolo de fisioterapia compreendeu três sessões semanais, incluindo alongamento e exercícios aeróbios por quatro meses. Resultados. 45 pacientes constituíram o grupo que realizou o protocolo e 45 formaram o grupo controle. A pressão inspiratória máxima média (Pimáx) foi de -52,13 cmH20 e expiratória (Pemáx) foi de 62,38 cmH20. Houve aumento significativo na Pimáx e Pemax (p = 0,000), no grupo que realizou o protocolo. Não houveram desistências e nenhum evento adverso. A força muscular respiratória, os graus de escoliose e cifose não foram estatisticamente correlacionados. Conclusões. O exercício é benéfico para pacientes com EIA, mostrando aumento significativo na força muscular respiratória após protocolo de fisioterapia, não havendo correlação entre as pressões respiratórias máximas e a deformidade da coluna vertebral.



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