Artroscopia de punho: dicas básicas para exploração artroscópica a seco

Henrique de Barros Pinto Netto, Suzilaine Ramos de Oliveira, Flavia Curvo Pereira, Nilton Mazzer

Resumo


Este artigo apresenta detalhes e dicas sobre a técnica de artroscopia seca, baseada em nossa experiência e suas aplicações clínicas. Ela foi realizada em 65 pacientes (33 homens e 32 mulheres) com idades entre 20 e 62 anos (média de 35,4 anos) para o tratamento de: ressecção de cisto sinovial, reparo de lesão do ligamento escafossemilunar, correção do impacto ulnocarpal, reparo de lesão da fibrocartilagem triangular e assistência na redução de fraturas do rádio distal. Foi observada como benefício a avaliação intra-articular minimamente invasiva, com baixo índice de infecção, pequenas cicatrizes e altas taxas de recuperação precoce, sem prejuízo do uso intra-articular de líquido, tornando menor o risco de síndrome compartimental e tecidos moles infiltrados no caso da necessidade de cirurgia aberta associada. Quanto às dificuldades, relatamos a visibilidade por parte do cirurgião, comumente impedida pelo embaçamento da óptica ou detritos salpicados na lente, e a necessidade de cuidados com a radiofrequência, pois o calor gerado é dissipado com maior dificuldade que na técnica clássica. A artroscopia seca surge como efetiva no tratamento das patologias de punho, entretanto o conhecimento profundo e as facilidades com a técnica clássica, bem como uma curva de aprendizado, tornam-se fundamentais para um bom resultado.



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