Displasia do Desenvolvimento do Quadril: Os profissionais de saúde responsáveis pela triagem sabem o que fazer?

Bruno Gonçalves Schröder Souza, Tiago Evangelista Melo, Rafaela Clara Resende Silva, Thiago Resende, Valdeci Manoel Oliveira, Soraya Amanda Cruz

Resumo


O objetivo é avaliar o conhecimento dos profissionais envolvidos no diagnóstico, tratamento e prognóstico da DDQ e identificar lacunas na educação.
Estudo transversal, com questionário avaliando 142 acadêmicos, 9 ortopedistas, 7 pediatras, 8 residentes de ortopedia e 10 de pediatria de um hospital terciário de ensino, referência macrorregional em obstetrícia, com mais de 2300 partos/ano.
Mais de 50% dos entrevistados não examinaram pacientes com DDQ no último ano e três médicos diagnosticaram dez ou mais casos em sua carreira. No conhecimento auto-atribuído (0-10), a média foi de 4,25 (n= 186; dp= 2,43). 19% dos entrevistados (35/182) e 26,1% dos pediatras (especialistas e residentes) desconheciam as manobras semiológicas. O fator de risco mais conhecido foi apresentação pélvica (68%;n= 122/186) e o mais negligenciado o torcicolo muscular congênito (9,3%;n= 18/186). Ninguém identificou todos os fatores de riscos. A média de acertos foi 2 (n=186; dp=1,58). 47,3% dos entrevistados (88/186) não identificaram o momento ideal para o diagnóstico e 17% (32/186) afirmaram ser após o primeiro mês. Na DDQ grave negligenciada, 45,3% (82/181) falharam em reconhecer que podem evoluir para coxo artrose precoce e/ou necessitar de múltiplas cirurgias.
O conhecimento sobre a DDQ entre profissionais diretamente envolvidos na triagem dessa afecção é falho.



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