AVALIAÇÃO TARDIA DOS PACIENTES SUBMETIDOS À MANIPULAÇÃO DO JOELHO APÓS ARTROPLASTIA TOTAL

Pedro Guilme Teixeira de Sousa Filho

Resumo


Objetivo: Comparar o ganho de arco de movimento entre os pacientes manipulados antes de 12 semanas pós artroplastia total do joelho (ATJ), e, após esse período. Além disso, avaliar tardiamente a manutenção do arco obtido na manipulação do joelho, e fatores relacionados com os piores resultados. Método: O estudo foi dividido em dois grupos de acordo com o tempo pós ATJ. Os procedimentos ocorreram entre janeiro de 2008 até dezembro de 2014. Resultados: Quando comparamos os arcos de movimento entre as manipulações realizadas de forma precoce com as tardias, verificamos resultados superiores no primeiro grupo, porém, sem significância estatística. Foi observado que 14,3% dos casos mantiveram a mesma amplitude alcançada no momento da manipulação. Na avaliação tardia, 47,7% da amostra obteve uma amplitude menor que 90 graus. Os fatores de risco significantes para recidiva tardia de rigidez são arco de movimento ruim antes da ATJ e antes da manipulação, sexo feminino e artrites secundárias. Conclusão: A manipulação após uma ATJ deve ser realizada antes de 12 semanas. Mulheres com diagnóstico prévio de osteoartrite secundária e com arco ruim antes da ATJ e da manipulação possuem maior risco de rigidez tardia.



Atha Comunicação e Editora Ltda Rua Machado Bittencourt, 190 conj. 410 CEP: 04044-903 Vila Clementino Tel.: 5579-5308/ 5087-9502