Nova técnica de correção de escoliose rígida e de alto valor angular através de liberação interssomática extrapleural por via posterior associada a osteotomias do platô inferior (LIEPO)

Cleiton Dias Naves

Resumo


Desenho:

Estudo retrospectivo de série de casos.

 

Histórico:

Tratar escoliose rígida e de alto valor angular continua sendo um desafio na atualidade, apesar da disponibilidade de novos implantes e de tecnologia moderna. Reduzir o tempo cirúrgico e aprimorar abordagens menos invasivas e mais eficazes torna-se necessário.

 

Objetivo:

Relatar uma nova técnica de liberação interssomática extrapleural associada a osteotomias transcorporal do platô vertebral inferior (LIEPO) e avaliar o potencial de correção desta técnica e suas complicações.

 

Método:

Foram incluídos pacientes com escoliose maior que 90° Cobb e flexibilidade menor que 25%, submetidos ao tratamento cirúrgico entre 2012 e 2016 pela técnica LIEPO, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Aferiu-se o alinhamento sagital, coronal, translação da vértebra apical e calculou-se o grau de correção da deformidade através das radiografias pré e pós operatórias e descreveu-se as complicações encontradas.

 

Resultado:

Os pacientes apresentaram média de 1525 ml de sangramento, 8,8h de tempo cirúrgico, 123° da escoliose no pré-operatório,  obtendo-se 66% de correção. Não houve caso de lesão neurológica permanente e nenhuma revisão cirúrgica.

 

Conclusão:

A técnica LIEPO mostrou-se eficaz e segura no tratamento de escoliose rígida e grave, atingindo um potencial de correção próximo ao da técnica PEISR e superior ao do RCVp; não apresentando, infecção e déficit neurológico permanente. Novos estudos são necessário para a validação dessa técnica promissora.

Palavras-chave


Coluna Vertebral/cirurgia; Escoliose; fusão espinhal