TÉCNICAS MODERNAS DE INSTRUMENTAÇÃO CERVICAL NO ESQUELETO IMATURO: AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE

ayrana soares aires soares aires

Resumo


RESUMO

 

Objetivo: este trabalho propõe-se a descrever o uso de materiais para instrumentação cervical moderna, caracterizando a sua viabilidade de uso em crianças e adolescentes com descrição das técnicas empregadas em diferentes casos. É feita análise de sua eficácia através da melhora da dor, manutenção do arco de movimento, recuperação da estabilidade crânio-cervical, consolidação óssea e estenose de canal medular por parâmetros radiológicos.

 

Método: estudo retrospectivo dos parâmetros clínicos e radiológicos de 27 pacientes entre 2 e 16 anos, portadores de doenças da coluna cervical, sendo 17 do sexo feminino e 10 do masculino. Os pacientes foram acompanhados, em média, por 8 anos e meio, após instrumentação cervical moderna. Quanto às doenças avaliadas, destacam-se as instabilidades congênitas, tumores, cifose pós laminectomia, cifose pós infecção, fraturas e hemivertebras. Foi feita análise dos prontuários, com pesquisa de  diagnóstico, cirurgia realizada, vias de acesso, técnicas de instrumentação, material utilizado e complicações pós-operatórias.

 

Resultados: dois pacientes eram portadores de luxação inveterada C1-C2, 1 de espondilolistese congênita do axis, 2 de luxação congênita C1-C2, 3 de tumores, 1 de cifose pós laminectomia, 1 de cifose pós infecção, 1 de fratura, 11 eram sindrômicos com instabilidades e 5 eram portadores de escoliose congênita. Quanto às vias de acesso, 2 foram abordados por via transoral, 3 por via anterior, 15 por via posterior, 2 por via anterior e posterior, e 5 em 3 tempos (anterior, posterior e anterior).

Em relação à técnica de estabilização cervical, em 7 foram utilizados técnica de Goel-Harms, em 2 distração facetária de Goel e 3 em instrumentação de lâmina de Wright. Houve complicações em 4 casos, 2 pacientes na instrumentação da massa lateral de C1 por mau posicionamento, 1 com fístula liquórica, e 1 com infecção da ferida operatória. Foram analisadas ainda as dimensões e o posicionamento, além de consolidação óssea de 118 parafusos dos 161 instrumentados.

 

Conclusão: instrumentação cervical moderna em pacientes pediátricos, apesar de desafiadora se mostrou uma técnica segura e eficaz para o tratamento de instabilidade cervical, podendo-se  assim de acordo com a idade e a região anatômica serem utilizados instrumentais normalmente aplicados em adultos, tais como, parafusos de pedículo, massa lateral e lâmina, materiais de osteossíntese de cirurgia CMF, e além destas, placas customizadas.

 

 

 


Palavras-chave


Palavras chave: coluna cervical, pediátrica, osteossíntes