“#queroviajarsozinhasemmedo”: novos registros das articulações entre gênero, sexualidade e violência no Brasil

Adriana Piscitelli

Resumo


O título deste texto alude a um dos diversos hashtags que circularam no Twitter, no Brasil, em 2016, como parte das reações ao desaparecimento e morte, no início desse ano, de duas jovens turistas argentinas no Equador. Essas reações tiveram lugar no âmbito do que foi denominado “primavera feminista no Brasil” e são inusuais em um país no qual se prestou pouca atenção à violência perpetrada contra as turistas. Tomando-as como ponto de partida, exploro algumas questões metodológicas a serem enfrentadas em estudos sobre as relações entre gênero, violência e turismo e levanto dois pontos vinculados ao debate mais amplo sobre as relações entre gênero, sexualidade e violência. O primeiro remete às condições que tornam certos registros da violência particularmente relevantes para os feminismos. O segundo ponto se refere às ferramentas analíticas que as abordagens teóricas feministas oferecem para refletir sobre essas relações.

Palavras-chave


violência, gênero, sexualidade, feminismos, turistas estrangeiras



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