CULTIVO AXÊNICO DE Pleurotus ostreatus var. Florida EM BRIQUETES DE BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR SUPLEMENTADO

Anderson Chagas Magalhães, Bruno Rafael de Almeida Moreira, Diego Cunha Zied

Resumo


São escassos os relatos científicos sobre aplicabilidade da briquetagem à fungicultura. Portanto, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o cultivo axênico de P. ostreatus var. Florida em briquetes de bagaço de cana-de-açúcar suplementado com farelos de cereais. Aplicou-se o delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 4x3: níveis de pressão (2, 4, 6 e 8 toneladas-força) e teores de umidade (40, 60 e 80 %), com oito repetições por tratamento. Após a briquetagem, realizada em prensa hidráulica, caracterizaram-se os briquetes, quanto às propriedades físicas: densidade aparente e resistência mecânica à penetração. Complementarmente, ao longo do cultivo, avaliaram-se os seguintes parâmetros técnicos: tempo de colonização de substrato, número de cachos e basidiomas, massa fresca de cachos e basidiomas, e produtividade. Ao conjunto de dados, aplicaram-se os seguintes testes estatísticos (p<0,05): Shapiro-Wilk, Fisher, regressão e Tukey. O briquete de 6 toneladas-força, com teor de umidade igual a 80 %, promoveu maior precocidade (≈ 21 dias) à colonização de substrato, resultando em rendimento produtivo (30,4 %), altamente, satisfatório. Portanto, conclui-se: a briquetagem de bagaço de cana-de-açúcar suplementado com cerais se qualificou como, tecnicamente, viável ao cultivo axênico de shimeji.

Palavras-chave: Briquetagem, bioconversão, cogumelos comestíveis, produtividade.



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