A INCLUSÃO, A ESCOLA E A SUBJETIVAÇÃO DOCENTE: ANALISANDO O CONTEXTO DO MUNICÍPIO DO RIO GRANDE

Kamila Lockmann, Roseli Belmonte Machado, Débora Duarte Freitas

Resumo


Há uma proliferação discursiva da inclusão como algo ético e benevolente, especialmente, nos discursos educacionais. Fundamentadas no pós-estruturalismo, notamos como os jogos de saber-poder-verdade instituem regimes discursivos que constrangem os indivíduos a agirem de determinados modos, constituindo subjetividades. Objetivamos analisar os discursos acerca da inclusão escolar e perceber como eles vêm produzindo formas de ser professor. A partir da aplicação de questionários a formandos de cursos de licenciatura e professores da Educação Básica, foi possível perceber que: a) o papel atribuído a escola, muitas vezes, se resume aos processos de socialização e a adequação física e material do espaço e; b) o papel do professor é descrito a partir do que denominamos subjetividades docentes contemporâneas, traduzidas em um sujeito docente moral, mediador e responsável pelo sucesso/fracasso da inclusão. Assim, percebemos que esses discursos constituem subjetividades docentes contemporâneas que se curvam ao pressuposto da inclusão como um imperativo de Estado.


Palavras-chave


inclusão; escola, professor; subjetividade