DOMESTICAÇÃO, CUIDADO E FORMAÇÃO: O ANIMAL COMO ESPECTRO DA ESCOLA EM VIGIAR E PUNIR

Alexandre Simão Freitas

Resumo


O texto aborda uma espécie de genealogia oculta da escola no livro Vigiar e punir do pensador francês Michel Foucault, explorando uma reflexão heterodoxa acerca das relações entre a condição humana e a animalidade. Metodologicamente, o argumento focaliza a abertura da colônia penal de Mettray, em 1840, considerada por Foucault o caso limite de todas as operações do adestramento disciplinar. Mettray foi a primeira escola normal, uma espécie de escola experimental criada para normalizar o próprio poder de normalização. Com Mettray e o seu esforço educativo para disciplinar, sobretudo, os disciplinadores, lembra Foucault, conhecemos a generalização de uma forma de poder que não consente mais em perder nem sequer o que insiste em desqualificar, tomando por um lado, o que parece excluir por outro.

Palavras-chave


Michel Foucault, zoopolítica, escola moderna.