“A utilidade de uma investigação exata” – Literatura e Educação.

Leandro Thomaz de Almeida

Resumo


A chamada literatura naturalista, vigente no último quartel do século XIX tanto na França, seu país de origem, quanto no Brasil, conheceu uma avaliação predominantemente negativa por parte dos críticos literários. Acusações como as de obscenidade e imoralidade a muitos romances escritos nessa época foram comuns e despertaram reação e defesa por parte dos escritores, notadamente o francês Émile Zola, cujos romances e obra teórica foram bastante discutidos no Brasil. O presente artigo procura resgatar alguns elementos do debate crítico suscitado pelo naturalismo e relacioná-los com discussões recentes no Brasil sobre a inadequação de alguns livros para o uso na educação básica, tomando para isso os exemplos de Monteiro Lobato e Adolfo Caminha.



EDUCAÇÃO & SOCIEDADE: revista de Ciências da Educação
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