ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DE MODELOS DE DECAIMENTO DE PRIMEIRA ORDEM NA PREVISÃO DA EMISSÃO DE GÁS DE EFEITO ESTUFA EM ATERROS SANITÁRIOS BRASILEIROS

Ana Ghislane Henriques Pereira van Elk, Celso Romanel, Mauro Meirelles Santos

Resumo


O propósito deste trabalho é avaliar os modelos utilizados para a previsão da geração de biogás em aterros sanitários brasileiros e comparar seus resultados com os valores reportados em relatórios de monitoramento da captação ao longo dos anos de operação. Cerca da metade do volume do biogás é metano, um gás de efeito estufa e cuja queima, além de desejável, pode gerar energia renovável. Projetos de aterros que queimam metano podem receber incentivos financeiros – os créditos de carbono – por meio do  Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) estabelecido no Protocolo de Quioto. Os aterros sanitários estudados neste trabalho operam no âmbito de projetos MDL, com respectivos documentos sobre a previsão e resultados efetivamente alcançados disponíveis publicamente na internet.  Os modelos de previsão utilizados, parâmetros, resultados e eficiências são apresentados e discutidos, particularmente em relação às interpretações na prática da engenharia e limitações intrínsecas dos modelos de decaimento de primeira ordem, recomendados pelas diretrizes do IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change. Neste trabalho, verifica-se que eventuais discrepâncias entre a previsão de geração e a captação efetiva de biogás em aterros sanitários operados sob o MDL podem ser explicadas, ainda que parcialmente, pelo uso e interpretação inadequados de modelos para previsão de geração de biogás.


Palavras-chave


Geração de Biogás, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, Modelos de Previsão.



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