Estresse e coping de árbitros de futebol no Teste Físico FIFA

Alessandra Carla Peixoto Monteiro, Mariana Froeseler, Marcela Mansur-Alves

Resumo


Árbitros de futebol parecem sofrer o impacto do estresse em sua atuação, especialmente em situações definidoras de seu sucesso profissional, como o teste de Avaliação Física FIFA, que determina a aptidão física para atuação em campeonatos estaduais e nacionais. Estratégias de coping determinam a percepção de situações estressoras, e consequentemente, a forma de enfrentamento das mesmas. Este estudo teve por objetivo avaliar diferenças em coping e estresse negativo em uma amostra de árbitros atuantes em campeonatos estaduais e nacionais (Federação Mineira de Futebol – FMF; e Confederação Brasileira de Futebol – CBF, respectivamente). 42 árbitros da FMF e 17 da CBF responderam à Escala de Estresse Percebido, que avalia estresse negativo (distress) e coping, antes e após o teste físico FIFA. Na avaliação pré-teste, verificou-se que os árbitros da CBF apresentaram histórico de mais testes físicos, treinos por semana, anos de experiência, além de escores mais altos em coping (p<0,05). Quando controladas as diferenças iniciais, árbitros CBF e FMF não diferiram significativamente em coping e distress no pós-teste físico. Diante da confirmação parcial das hipóteses, sugere-se a condução de novas pesquisas na área que incluam a avaliação do tipo de estratégia de coping utilizado e características de personalidade dos árbitros.


Palavras-chave


coping; estresse negativo; teste físico; árbitros de futebol

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