ESCALA DE PERSPECTIVA DE FUTURO INFANTIL: EVIDÊNCIAS DE SUA ADEQUAÇÃO PSICOMÉTRICA

Ana Karla Silva Soares, Maria Gabriela Costa Ribeiro, Alessandro Teixeira Rezende, Tátila Rayane de Sampaio Brito, Valdiney Veloso Gouveia

Resumo


Este estudo teve como objetivo elaborar uma medida de perspectiva de futuro infantil, reunindo evidências de validade fatorial e consistência interna. Para tanto, foram realizados dois estudos na cidade de João Pessoa. No estudo 1, participaram 203 estudantes do ensino fundamental com idade média de 11 anos, os quais responderam a Escala de Perspectiva de Futuro – Infantil – EPF-I e perguntas demográficas. A partir de uma análise fatorial exploratória foi verificada a existência de três fatores: otimismo frente ao futuro (α = 0,69, 5 itens), aspirações por bens materiais (α = 0,67, 5 itens) e aspirações por família (α = 0,67, 4 itens). No estudo 2, participaram 202 estudantes com idade média de 11 anos, que responderam aos mesmos instrumentos. Por meio de uma análise fatorial confirmatória a estrutura trifatorial foi corroborada [χ2 (51) = 112,73, p < 0,01, χ2/gl = 2,21, GFI = 0,91, AGFI = 0,86, CFI = 0,89, TLI = 0,86, SRMR = 0,081, RMSEA = 0,078 (IC90% = 0,058-0,097) e Pclose = 0,11], com homogeneidade (correlação média inter-itens, F1ri.i = 0,33; F1ri.i = 0,36; F1ri.i = 0,36) e Confiabilidade Composta (CC1 = 0,65; CC2 =0,71; CC3 = 0,70). Conclui-se que este instrumento reúne evidências de validade fatorial e consistência interna, podendo ser empregado para mensurar a perspectiva de futuro em crianças. 


Palavras-chave


perspectiva de futuro infantil; escala; adaptação; validade; precisão.

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