Para uma Concepção Discursiva dos Afetos: Lacan e a Semiótica Tensiva

Tiago Ravanello, Christian Ingo Lenz Dunker, Waldir Beividas

Resumo


Buscamos, com esse artigo, apresentar como algumas teses gerais de Lacan sobre a linguagem podem também nos fornecer e corroborar elementos para uma abordagem discursiva do afeto. Seguindo a forma pela qual Lacan formulou seu projeto epistemológico, não há condições de estabelecermos propostas teóricas ou hipóteses clínicas senão através do meio discursivo, que passa invariavelmente pela constituição do afeto nas operações que incidem sobre o sujeito em sua relação com o Outro – o que só é possível ao se vincular pela via do discurso –, e pelo seu exercício nos efeitos de linguagem e em torno do objeto a. Para tanto, buscamos no diálogo com a semiótica tensiva a partir dos conceitos de intensidade e extensidade as diretrizes para reposicionar o afeto, em sentido restrito, e o ponto de vista econômico, em sentido amplo, em termos de uma semiose na qual corpo e linguagem contribuem para uma abordagem discursiva dos fenômenos em questão.

Palavras-chave


Psicanálise; Afeto; Lacan.

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