Os limites e o sucesso da “carreira sem fronteiras”

Luciano Espósito Sewaybricker

Resumo


Dentre as diversas teorias que se referem às atuais configurações da carreira profissional, a da “carreira sem fronteiras” é uma das que detêm maior credibilidade nos meios acadêmico e empresarial. Contudo, quando se confrontam suas fundamentações teóricas com dados empíricos, percebe-se inconsistência. O objetivo deste artigo foi analisar essa inconsistência, através do conceito de “performatividade” apresentado pela Actor-Network Theory (ANT). Dessa forma, pode-se avaliar a “carreira sem fronteiras” não através de sua correspondência com a realidade, mas de sua reputação e influência no próprio cenário em que atua e, sobretudo, de sua eficiência em auxiliar as pessoas em seus cálculos cotidianos na relação com o trabalho. Como resultados, identificou-se que a simplificação teórica favorece a reprodução da “carreira sem fronteiras”; que o modelo teórico corresponde à realidade de uma parcela pequena, mas altamente influente de profissionais dentro do universo de trabalho; e que há consonância entre o discurso da “carreira sem fronteiras” e o discurso da gestão de pessoas típico das organizações flexíveis.


Palavras-chave


trabalho; mercado de trabalho; carreira sem fronteiras

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