A Participação dos Pais na Psicoterapia da Criança: As Práticas dos Psicoterapeutas

Ronaldo Freitas Oliveira, Marina Bento Gastaud, Vera Regina Röhnelt Ramires

Resumo


A participação dos pais na psicoterapia de crianças é um tema controverso na literatura, havendo autores a favor de uma abordagem mais intervencionista em relação aos pais e outros que circunscrevem seu papel à manutenção do tratamento e provimento de informações sobre a criança. O objetivo deste estudo exploratório, de levantamento, transversal, foi identificar experiências de psicoterapeutas de crianças brasileiros quanto às formas de inclusão dos pais no tratamento. Participaram 76 psicólogos, que responderam a um questionário online, sendo predominantemente mulheres, residentes na região sul, entre 26 e 35 anos e com até três anos de experiência clínica. De maneira geral, os participantes incluem os pais na psicoterapia, em entrevistas específicas, para acolhimento, coleta de informações, aconselhamento ou orientação e para fortalecer a aliança terapêutica. Riscos e benefícios da participação dos pais foram reportados e constituíram seis categorias: a criança como sintoma dos conflitos familiares, resistência dos pais à psicoterapia e às mudanças, cumprimento do contrato pelos pais, aliança terapêutica, compreensão da dinâmica familiar e dos sintomas da criança, e fortalecimento dos vínculos pais-filhos.


Palavras-chave


psicoterapia; crianças; pais

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