O estabelecimento de vínculos em instituições de acolhimento: um estudo teórico

Blenda Carine Dantas de Medeiros, João Batista Martins

Resumo


O presente artigo tem como foco a realização de uma discussão teórica acerca do trabalho dos cuidadores residentes, atuantes em instituições de acolhimento na modalidade casa-lar, buscando-se contemplar as especificidades próprias ao trabalho realizado diretamente com crianças e adolescentes acolhidos, tanto no que diz respeito aos documentos normativos que fundamentam as práticas voltadas ao cumprimento dessa medida protetiva, como também em relação às vivências cotidianas dos cuidadores e as relações estabelecidas com os sujeitos acolhidos e seus familiares. Para isso, realizamos um breve resgate teórico acerca das políticas de acolhimento para crianças e adolescentes no Brasil, seguido de uma análise das produções acadêmicas que apontam aspectos das relações estabelecidas nesses espaços de acolhimento, a partir de pesquisas bibliográficas realizadas nos bancos de dados Parthenon e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), com os seguintes descritores: “mãe social”, “mães sociais”, “cuidador* resident* ” e “acolhimento”, em combinações diferentes e variando os campos de busca. A leitura dos artigos, teses e dissertações nos possibilitaram discutir algumas questões relativas ao trabalho de cuidadores residentes e ao estabelecimento de vínculos com as crianças e adolescentes acolhidos, com destaque para os tensionamentos vivenciados por esses profissionais, que podem levá-lo ao adoecimento decorrente de seu trabalho. Com mais questionamentos que esclarecimentos, fica a certeza da urgência em se voltar o olhar para a identidade profissional e pessoal dos cuidadoras residentes, que assumem profissionalmente um lugar de referência afetiva constante e um acompanhamento diário de crianças e adolescentes em situação acolhimento.

Palavras-chave


Cuidador residente; Acolhimento institucional; Casa-lar

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