Entre histórias e mediações: um caminho para acessibilidade estética em espaços culturais

Camila Araujo Alves, Márcia Oliveira Moraes

Resumo


O artigo propõe que a mediação é uma prática de acessibilidade em espaços culturais. A argumentação principal centra-se na concepção de que a acessibilidade, para além do que está previsto nos manuais técnicos, é uma ação a ser realizada COM as pessoas com deficiência e não apenas para elas. Mais do que considerar as pessoas com deficiência como alvo da acessibilidade, é relevante toma-las como expert, como co-autoras das práticas de mediação. Na esteira da discussão sobre acessibilidade nestes termos, o artigo propõe que as narrativas colhidas nos encontros entre pessoas com e sem deficiências são narrativas de resistência, isto é, narrativas que colocam em xeque as concepções hegemônicas da deficiência como falta. Nesse sentido, o texto afirma que a acessibilidade é efetivada também nos encontros com as pessoas com deficiência, afirmando-se por seu caráter experimental, o qual não se define no sentido de ser provisório, mas sim naquele proposto por Hélio Oiticica: uma obra de arte é para ser dançada, encarnada, vivida, experimentada. Por fim, o trabalho indica que a acessibilidade, mais do que ser proporcionada pelo acesso às informações acerca das obras, é efetivada por meio de uma experiência estética, sensível, acessada e promovida pelas práticas de mediação que reúnem pessoas com e sem deficiências.


Palavras-chave


Mediação; Acessibilidade; Deficiência; Experiência estética

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