A POTÊNCIA DE VIVER: DELEUZE E A ARTE

RODRIGO DIAZ DE VIVAR Y SOLER, Edelu Kawahala

Resumo


Apresentamos nesse artigo nossas considerações acerca da leitura empreendida por Deleuze em torno do pensamento estético de dois artistas Carmelo Bene e Samuel Beckett. Nosso objetivo foi o de pensar, juntamente com Deleuze, na arte como uma potência de viver, isto é, um modo específico de tentar compreender os efeitos produzidos pelos objetos estéticos cujos impactos se refletem em novas formas de subjetividade que não cessam de proliferar linhas de fuga responsáveis por escapar da normatividade dos dispositivos. Seu método de trabalho orienta-se pela perspectiva de uma composição jazzística na qual Deleuze trata de escrever sobre a arte com a finalidade de rastrear no interstício de um pensamento não conceitual os traços da diferença como estratégia política. Nossas considerações são dedicadas a apresentar os trabalhos de Carmelo Bene e Samuel Beckett num modo específico de se compreender a emergência de novos processos de subjetivação marcados pela filosofia da diferença.

Palavras-chave


potência de viver; Gilles Deleuze; arte; filosofia.

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