Vadias, putas e feministas: Diálogos em Belo Horizonte

Letícia Cardoso Barreto, Claudia Mayorga, Miriam Pilar Grossi

Resumo


O presente artigo tem como objetivo mostrar as formas como os debates feministas em torno da prostituição em Belo Horizonte se atualizam e adquirem novos contornos a partir da emergência da Marcha das Vadias e de sua relação com o movimento de prostitutas. O artigo apresenta parte dos dados da pesquisa de doutorado concluída por uma das autoras em 2015, incluindo métodos como observação participante, entrevistas em profundidade, coleta documental, dentre outros. No que toca à Marcha das Vadias de Belo Horizonte, realizamos etnografia das edições de 2012, 2014 e 2015, participando também das listas de discussão e grupos de organização e avaliação da mesma. Observamos que a Marcha das Vadias se mostra aberta ao diálogo com as prostitutas na cidade, mas que este debate é frequentemente perpassado por concepções prévias e pouca margem para construções e ações efetivamente conjuntas.

Palavras-chave


Marcha das Vadias; feminismos; Movimentos de prostitutas



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