TEMPO E ESPAÇO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA QUE INCLUI AS CRIANÇAS

Antonio Luiz da Silva

Resumo


Neste artigo, partindo de duas situações retiradas do trabalho de campo etnográfico que venho realizando em Catingueira – PB, ao longo dos anos 2012-2016, objetivo refletir sobre a relação tempo/espaço na ação investigativa junto às crianças. Considero que as crianças, por conta de sua faixa etária, mesmo tutelada pelos grupos geracionais mais velhos, experimentam concretos deslocamentos existenciais enquanto vivem a infância. Demonstrarei que as marcas das transformações no grupo infantil, relativas ao tempo e ao espaço, assim como nos demais grupos, podem ser percebidas nas ideias dos sujeitos, nas ressignificações dos ambientes, nas reestruturações sociais, nos corpos dos indivíduos envolvidos durante a pesquisa e na produção posterior do pesquisador. Defenderei, por fim, que na pesquisa etnográfica os espaços e o tempo não são estáticos, ambos sofrem mudanças, fazendo com que os sujeitos se movam de seus ‘territórios’ físicos e mentais habituais, trazendo implicações para o próprio pesquisador.

Palavras-chave


etnografia; tempo; espaço; criança; infância

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