Dinâmicas de funcionamento e controle do poder nos partidos políticos: os casos do PT e PSDB no estado de São Paulo

Maria do Socorro Sousa Braga

Resumo


O objetivo deste artigo é investigar o desenvolvimento organizativo e o funcionamento interno do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no nível subnacional, especificamente no estado de São Paulo, entre 1994 e 2015. Com base no modelo de Panebianco (2005), realizamos entrevistas com lideranças estaduais que nos permitiram constatar que os dois partidos são organizações prioritariamente orientadas para o controle do poder (governo) estadual, combinando discursos ideológico-programáticos abrangentes, mecanismos de seleção de candidatos, controle da distribuição de recursos e da organização territorial relativamente centralizados nos respectivos Diretórios Estaduais, além de estratégias (distintas) de mobilização e participação de suas bases sociais. Isto nos permitiu explicar porque PT e PSDB são os partidos melhor organizados, mais presentes no território paulista e com os dois melhores desempenhos eleitorais nos últimos vinte anos. Finalmente, salientamos, que embora o conceito de modelo genético de Panebianco (2005) explique adequadamente as diferenças organizacionais entre PSDB (mais próximo do modelo social-liberal de estilo gerencial) e PT (mais próximo do social-democrático de estilo participativo), não explica a grande diferença de desempenho eleitoral entre os dois partidos.


Palavras-chave


organização partidária, poder intrapartidário, PT, PSDB, subsistema paulista

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