Imbroglio de Raízes: notas sobre a fortuna crítica obra de Sérgio Buarque de Holanda

Ronaldo Vainfas

Resumo


O artigo apresenta um reflexão sobre a fortuna crítica dde Raízes do Brasil com base na produção historiográfica recente sobre o autor. Examina as mudanças que o autor realizou no livro entre a edição de 1936 e as seguintes, sobreudo as de 1948 e 1969. Compara a repercussão de Raízes do Brasil, entre as décadas de 1930 e 1980, com a dos livros clásicos de Gilberto Freyre (Casa-Grande e Senzala) e Caio Prado Jr (Formação do Brasil contemporâneo). Discute a "teoria da América" presente no projeto original de Raízes em relação à obra de Manuel Bonfim, América Latina, males de origem (1905). Discute a presença do pensamento alemão na obra de Sérgio Buarque, comparativamente à da historiografia francesa dos Annales. Comenta o pensamento sociológico de Sérgio Buarque em face da "sociologia crítica" da escola liderada por Florestan Fernandes nos anos 1970. Compara o ensaísmo de Raízes com a escrita historiográfica da produção buarquiana nos anos 1940 e 1950. Comenta o debate sobre o pensamento democrático de Sérgio Buarque a partir do prefácio de Antônio Candido à quinta edição de Raízes (1967) e de alguns comentadores deste texto.


Palavras-chave


Historiografia Brasileira; Ségio Buarque de Holanda; Raízes do Brasil; Teoria da América



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