Estudo anátomo-radiográfico do ângulo cérvico-diafisiário do fêmur na população brasileira. Implicações clínicas

DIOGO FERNANDES TORQUATO, ANDRÉ FIGUEIREDO BORDINI, GUSTAVO FERREIRA, EDMILSON TAKEHIRO TAKATA, GUSTAVO TRIGUEIRO, RICARDO BASILE

Resumo


Há poucos dados sobre a anatomia do fêmur proximal da população brasileira disponíveis na literatura. Nesse estudo aferiu-se radiograficamente o ângulo cervico-diafisário do fêmur, correlacionando tais medidas com sexo, idade, altura, peso e raça. Além disso, comparou-se os valores dos ângulos cervico-diafisários encontrados com as angulações dos principais implantes para tratamento de fraturas transtrocantéricas do fêmur, disponíveis no mercado brasileiro. Mediu-se o ângulo de 101 pacientes em radiografias de bacia na incidência ântero-posterior obtendo-se média de 130,9 +/- 6,7 graus, variando entre 112 graus e 150 graus. Correlacionando essas medidas com as variáveis epidemiológicas, apenas a variável idade mostrou-se estatisticamente significante. Comparando os ângulos cervico-diafisários obtidos com os implantes disponíveis para tratar fraturas transtrocantéricas do fêmur, concluiu-se que grande parte da população analisada apresentaria anatomia que possibilitaria o uso adequado destes implantes. Apesar disso, 4% dos indivíduos não se enquadraram neste padrão e necessitariam de implantes alternativos.



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