Contracepção e Autonomia das Mulheres na Decisão pela Gravidez: Efeitos do Programa Bolsa Família

Autores

Resumo

Quais os impactos do Programa Bolsa Família (PBF) na contracepção e na autonomia das mulheres tomarem decisões referentes à gravidez? Motivado por tal questionamento, este artigo contribui ao debate sobre efeitos do PBF ao considerar variáveis que sinalizam tanto o desejo da mulher quanto sua capacidade de decidir pela gravidez, além da efetividade dos métodos contraceptivos. Por métodos de Propensity Score Matching com dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Mulher e da Criança de 2006, não foram obtidas evidências de que o PBF contribuiu para a redução de uso de contraceptivos, tampouco para o estímulo à gravidez. Porém, os resultados indicam que o programa reduziu a probabilidade das beneficiárias não serem atendidas por métodos contraceptivos quando demandados. Assim, pelo maior acesso a informações, incremento de renda ou aumento no poder de barganha, tais resultados sugerem que o PBF tem impactos positivos no poder de agência das mulheres.

Biografia do Autor

Maria Carolina, IERI-UFU

Graduação em Ciências Econômicas e mestrado em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia. Integrante da equipe do projeto de extensão indicadores de violência contra a mulher (2015) e pesquisadora bolsista do Programa de Educação Tutorial (2016-2017).

Carlos Cesar Santejo Saiani, Instituto de Economia e Relações Internacionais, Universidade Federal de Uberlândia

Professor Adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (IE/UFU). Doutor em Economia pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV). Possui graduação e mestrado em Economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEARP/USP). Autor de capítulos de livros e artigos sobre Economia do Setor Público, Economia do Meio Ambiente e Avaliação de Políticas, com ênfase em serviços de saneamento básico. 

Mônica, Universidade Federal do ABC (UFABC)

Economista pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em Integração da América Latina (Prolam-USP) e doutora em Ciências da Comunicação (ECA-USP). Docente do Bacharelado de Ciências Econômicas (BCE) e do Programa de Pós-Graduação em Economia (PPGE) da Universidade Federal do ABC (UFABC)

Publicado

2022-04-05