Política industrial para economias prematuramente desindustrializadas no século XXI:

Integrando metas econômicas, sociais e ambientais para o Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/kdgk1x06

Resumo

Nem todos os países têm sido igualmente afetados pela desindustrialização, seja medida pela participação do valor agregado industrial no PIB, seja pela participação do emprego industrial no emprego total. Estudos recentes mostram que, em nível subsetorial, os segmentos industriais mais inovadores não enfrentam desindustrialização. Embora o setor manufatureiro seja o motor do crescimento econômico e do avanço da produtividade, os subsetores industriais detêm diferentes potenciais para gerar e difundir progresso técnico no sistema econômico. Com base na literatura teórica e em evidências empíricas, sugerimos, para o Brasil, uma política industrial integrada e orientada pelas seguintes “missões” prioritárias: reindustrialização; promoção da inovação; geração de empregos formais; redução da desigualdade social; engajamento na economia digital; e substituição de tecnologias com elevada emissão de dióxido de carbono (CO2) por outras com baixo CO2. A proposta pode ser adaptada por outros países em desenvolvimento que vêm enfrentando desindustrialização prematura e estagnação nas últimas décadas.

Biografia do Autor

  • Paulo César Morceiro, Paulo César Morceiro South African Chair in Industrial Development, University of Johannesburg, South Africa

    Doutor em Economia pela FEA-USP. Pesquisador associado ao Núcleo de Estudos de Economia Regional e Urbana (NEREUS) da FEA-USP. Pesquisador associado sênior do South African Chair in Industrial Development da Universidade de Joanesburgo. Pesquisador-colaborador do Grupo de Estudos em Economia Industrial (GEEIN) vinculado à UNESP. Realizei trabalhos comissionados para instituições dos Estados Unidos (Banco Interamericano de Desenvolvimento BID).

Publicado

2026-06-17