Desenvolvimento como transferência de trabalho reprodutivo na obra de Ignácio Rangel
A dissolução do complexo rural à luz da teoria da reprodução social
DOI:
https://doi.org/10.1590/722ykk67Resumo
A teoria da reprodução social (TRS) demonstra a totalidade da exploração capitalista, relacionando dialeticamente trabalho produtivo e reprodutivo em uma mesma unidade contraditória. Nos anos 1950 no Brasil, um outro intelectual também abordava a questão do trabalho reprodutivo: Ignácio Rangel. O economista maranhense acreditava que o desenvolvimento só poderia vir com o processo de abertura do complexo rural. Este processo evidenciaria a relevância de uma parcela da força de trabalho invisibilizada pela maioria dos economistas: o trabalho de mulheres no que chamava de “economia natural”. Este artigo visa analisar a importância do trabalho das mulheres para o desenvolvimento econômico na obra de Ignácio Rangel. Assim, mobilizo a TRS para interpretar as relações que Rangel faz entre trabalho no mercado e na economia natural. Sugiro que é o entendimento do capitalismo enquanto uma totalidade integrada e diferenciada - onde trabalho produtivo e reprodutivo estabelecem uma relação dialética - que aproxima Rangel da TRS.
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