Os ricos e a pandemia: a concentração da renda entre 2019 e 2022
DOI:
https://doi.org/10.1590/6zdsnh78Resumo
Quando falamos de desigualdade, falamos sobre os ricos. É no topo da pirâmide que as disparidades econômicas saltam aos olhos. Por isso, estudar os ricos através dos dados tributários é relevante para não subestimar a desigualdade. O objetivo principal do presente trabalho é a calcular parcela da renda brasileira detida pelo 1%, 0,1% e 0,05% mais ricos entre os anos de 2019 e 2022. Utilizou-se a interpolação de Pareto aplicado aos dados tributários disponibilizados pela Receita Federal do Brasil. O recorte temporal justifica-se para além da atualização da literatura, pois tratam-se dos anos de pandemia. Os resultados mostram que a desigualdade aumentou no período: o 1% mais rico do país saltou de 22,96% de apropriação da renda em 2019 para 28,82% em 2022. Além disso, os índices de desigualdade de Gini, Mehran e Piesch mostram que os rendimentos que fogem a tributação progressiva agem como vetor de aumento da desigualdade
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