Thirlwall ou Solow? Uma análise para a economia brasileira entre 1947 e 2008
DOI:
https://doi.org/10.1590/cgxbmg26Palavras-chave:
Exportações, Capital físico, Capital humano, Taxa de câmbio real, Desempenho econômicoResumo
Algumas evidências e teorias apontam para a existência de uma relação entre crescimento econômico e saldo da conta-corrente. De acordo com essa abordagem, é fundamental um bom desempenho do setor exportador de forma a manter conta-corrente equilibrada para que um determinado país consiga bom nível de investimentos e de crescimento de forma sustentável. Na literatura sobre crescimento, no entanto, existe ênfase na relação entre desempenho econômico e acumulação de fatores de produção. Levando em consideração as duas abordagens teóricas, o presente estudo tem como objetivo estruturar, de forma inicial, um modelo teórico que relacione ambas e analisar o impacto da restrição externa nos investimentos em capital físico e capital humano, consequentemente, no desempenho da economia brasileira entre 1947 e 2008.
Referências
BARBOSA-FILHO, N. H. Growth, exchange rates and trade in Brazil: a structuralist postKeynesian approach. Nova Economia, v. 14, n. 2, p. 59-86, 2004. BARBOSA-FILHO, N. H. The balance of payments constraint: from balanced trade to sustainable debt. Center for Economic Policy Analysis Working Paper, n. 6, p. 1-24, 2002. BÉRTOLA, L.; HIGACHI, H.; PORCILE, G. Balance of payments constraint growth in Brazil: a test of Thirlwall’s Law, 1890-1973. Journal of Post-Keynesian Economics, v. 25, n. 1, p. 123-140, 2002. BOYD, D.; CAPORALE, G.M.; SMITH. R. Real exchange rate effects on the balance of trade: cointegration and the Marshall-Lerner condition. International Journal of Finance and Economics, v. 6, n. 3, p. 187-200, 2001. BRESSER-PEREIRA, L. C. Exchange rate: fix, float, or manage it? Fundação Getúlio Vargas, 2004. 12p. (Texto para Discussão, n. 135). CARVALHO, V. R. S.; LIMA, G. T. Estrutura produtiva, restrição externa e crescimento econômico: a experiência brasileira. Economia e Sociedade, v. 18, n. 1 (35), p. 31-60, 2009. DIAS, J.; DIAS, M. H. A.; LIMA, F. F. Os efeitos da política educacional no crescimento econômico: teoria e estimativas dinâmicas em painel de dados. Revista de Economia Política, v. 29, n. 3, p. 232-251, 2009. EICHENGREEN, B. The real exchange rate and economic growth. Comission on Growth and Development, 2008. (Working Paper, n. 4). ENDERS, W. Applied econometric time series. USA: John Wiley & Sons, Inc., 2004. (Wiley Series in Probability and Statistics). FERREIRA, A.; CANUTO, O. Thirlwall’s law and foreign capital in Brazil. Momento Econômico, 125, p. 18-29, 2003. GOMES, F. A. R.; LOURENÇO, S. P. Can real exchange rate devaluation improve the trade balance? The 1990-1998 Brazilian case. Applied Economics Letters, v. 12, n. 9, p. 525-528, 2005. GUPTA-KAPOOR, A.; RAMAKRISHNAN, U. Is there a J-Curve? A new estimation for Japan. International Economic Journal, v. 13, n. 4, p. 71-79, 1999. JAYME JR., F. G. Balanced-of-payments constrained economic growth in Brazil. Revista de Economia Política, v. 23, n. 1, p. 62-84, 2003. KRUGMAN, P.; BALDWIN, R. E. The persistence of the U.S. Trade deficit. Brookings Papers on Economic Activity, 1, p. 1-43, 1987. LIMA, G. T.; CARVALHO, V. R. Macrodinâmica do produto sob restrição externa: a experiência brasileira no período 1930-2004. Revista de Economia Aplicada, v. 12, n. 1, p. 55-77, 2008. MANKIW, N. G., ROMER, D., WEIL, D. A contribution to the empirics of economic growth. The Quarterly Journal of Economics, v. 107, n. 2, p.407- 437, 1992. MCCOMBIE, J. S. L.; ROBERTS, M. The role of the balance of payments in economic growth. In: SETTERFIELD, M. (Ed.). The economics of demand led growth, challenging the supply-side vision of the long-run. Edward Elgar Publishing Inc., 2002. p. 87-114.
MCCOMBIE, J. S. L; THIRLWALL, A. P. Economic growth and the balance of payments revisited. In: ARESTIS, P.; PALMA, G.; SAWYER, M. (Ed.). Markets, unemployment and economic policy: essays in honour of Geoffrey Harcout. London: Routledge, 1997. v. 2, p. 498-511. MCCOMBIE, J. S. L; THIRLWALL, A. P. Economic growth and the balance of payments constraint. London: Macmillan Press, 1994. MEIRELES, S. F.; JAYME JR, F. G.; LIBÂNIO, G. A. Mobilidade de capitais e crescimento econômico: identificando elementos para uma síntese teórica. Economia e Sociedade, Campinas, v. 18, n. 3 (37), p. 439-467, 2009. MORANDI, L.; REIS, E. Estoque de capital fixo no Brasil, 1950-2002. In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA - ANPEC, 22, 2004. Anais... MORENO-BRID, J. C. On capital flows and the balance-of-payments-constraint growth model. Journal of Post Keynesian Economics, v. 21, n. 2, p. 283-298, 1998. NAKABASHI, L. O modelo de Thirlwall com variações nas elasticidades. Economia e Sociedade, Campinas, v. 16, n. 1 (29), p. 93-110, 2007. ONAFOWORA, O. Exchange rate and trade balance in East Asia: is there a J−Curve? Economics Bulletin, v. 5, n. 18, p. 1-13, 2003. PORCILE, G.; CURADO, M.; BAHRY, T. R. Crescimento com restrição no balanço de pagamentos e “fragilidade financeira” no sentido minskyano: uma abordagem macroeconômica para a América Latina. Economia e Sociedade, v. 12, n. 1, (20), p. 25-41, 2003. RODRIK, D. The real exchange rate and economic growth. Brookings Papers on Economic Activity, Conference Draft, 2008. SOLOW, R. M. A contribution to the theory of economic growth. The Quarterly Journal of Economics, v. 70, n. 1, p. 65-94, 1956. THIRLWALL, A. P. The balance of payments constraint as a explanation of international growth rate differences. Banca Nazionale del Lavoro Quarterly Review, 128, 1979. THIRLWALL, A. P.; HUSSAIN, M. N. The balance of payments constraint, capital flows and growth rate differences between developing countries. Oxford Economic Papers, 10, p. 498-509, 1982.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam neste periódico concordam com os seguintes termos: Autores mantém os direitos autorais e concedem ao periódico o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial neste periódico. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada neste periódico (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial neste periódico. Todo o conteúdo da revista, exceto onde identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons attribution-type BY-NC.