Sistemas financeiros, bancos centrais e mudanças climáticas - Uma interpretação minskiana

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/e45bgq97

Resumo

O objetivo aqui é oferecer subsídios teóricos para melhorar a compreensão a respeito das relações entre sistemas financeiros e mudanças climáticas. Para tanto, adapta-se o arcabouço teórico desenvolvido por Minsky para apreender os atuais efeitos macroeconômicos da crise do clima, enfatizando o que tem sido chamado de instabilidade financeira induzida pelo clima e a possibilidade de um momento Minsky climático. O artigo demonstra que as mudanças climáticas amplificam a incerteza nos cenários que orientam a composição de portfólio, além de alterar a relação entre os fluxos de dívidas e recebimentos esperados, o que poderia tornar unidades que operam inicialmente sob o regime de financiamento hedge em unidades especulativas ou até mesmo ponzi. A prevenção de um colapso econômico decorrente da mudança climática estaria em uma ampla reconfiguração institucional que promovesse um “Grande Banco Central Verde”.

Biografia do Autor

  • Luiz Henrique Bispo Santos, UFRGS

    Doutorando em Ciências Econômicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul(UFRGS).

  • Eliane Cristina Araújo , UEM/UFRGS

    Professora Associada da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Brasil, e do Programa de Pós-Graduação
    da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGE-UFRGS), Brasil, e pesquisadora
    pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Publicado

2026-09-17