https://submission.scielo.br/index.php/ress/issue/feed Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil 2020-01-07T16:04:11-03:00 Secretaria Executiva ress.svs@gmail.com Open Journal Systems <p>A RESS tem como missão a difusão do conhecimento epidemiológico aplicável às ações de vigilância, de prevenção e de controle de doenças e agravos de interesse da Saúde Pública, visando ao aprimoramento dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p> https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/193227 Distribuição espacial dos óbitos infantis evitáveis no Espírito Santo, Brasil 2020-01-07T15:59:07-03:00 Barbara Almeida Soares Dias barbaraalmeidasd@gmail.com Maria Angélica Carvalho Andrade geliandrade@hotmail.com Eliana Zandonade elianazandonade@uol.com.br Edson Theodoro dos Santos Neto edsontheodoro@uol.com.br <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar a distribuição espacial dos óbitos infantis evitáveis no Espírito Santo, Brasil. <strong>Métodos:</strong> Estudo ecológico dos óbitos infantis notificados no Sistema de Informação sobre Mortalidade no Espírito Santo entre 2006 a 2013. Os óbitos foram classificados a partir da Classificação <em>International Colaborative Effort (ICE) on Infant Mortality</em>. Utilizou-se a análise espacial para verificar a correlação espacial entre as taxas dos óbitos evitáveis. <strong>Resultados:</strong> Dos 5.089 óbitos infantis notificados, a classificação ICE conseguiu discriminar 4.805 óbitos em evitáveis e não evitáveis. A média bruta foi de 9,68/1.000 nascidos vivos, porém, observou-se uma redução da taxa para 8,96/1.000 nascidos vivos após os métodos de suavização. O Índice de Moran Local evidenciou uma correlação espacial significativa fraca (p-valor=0,02). <strong>Conclusão:</strong> As áreas mais distantes do centro urbano e, possivelmente, com maior carência de serviços apresentaram as maiores taxas de mortalidade infantil evitável, sugerindo uma distribuição desigual dos serviços de saúde.</p> 2019-10-02T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/215674 Mortalidade por câncer de pulmão: redistribuição de causas de óbito mal definidas e tendência temporal em regiões metropolitanas e interior do Brasil 2020-01-07T15:59:11-03:00 Gustavo dos Santos Souza gustavosas@hotmail.com Washington Leite Junger wjunger@ims.uerj.br Gulnar Azevedo e Silva gulnar@ims.uerj.br <p>Objetivo: avaliar a tendência de mortalidade por câncer de pulmão, segundo sexo, em maiores de 30 anos, de 19 regiões metropolitanas (RM) e interior de 14 estados onde a RM inclui a capital, 2000-2015.</p><p>Métodos: realizou-se a correção dos registros oficiais de óbito por câncer de pulmão. Tendência das taxas anuais de mortalidade, padronizadas por idade, foram analisadas com modelos lineares autorregressivos.</p><p>Resultados: aumentos foram observados em homens do interior do Norte e Nordeste, destacadamente no Rio Grande do Norte (1,03; IC95%:0,47; 1,58). Declínio também foi verificado nesse grupo, notadamente na RM de Porto Alegre (-2,55; IC95%:-2,79; -2,31). Em mulheres, maior aumento foi observado no interior do Ceará (0,86; IC95%:0,79; 0,92).</p><p>Conclusão: o estudo revelou padrões diferenciados segundo localidade e sexo. A intensificação das medidas de controle do câncer deve ser considerada para mulheres e interior do Brasil. </p> 2019-10-02T13:46:33-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/200781 AUTOPERCEPÇÃO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL NO EXTREMO SUL DO BRASIL. 2020-01-07T15:59:15-03:00 Karla Pereira Machado karlamachadok@gmail.com Juliana dos Santos Vaz juliana.vaz@gmail.com Raúl Andrés Mendonza Sassi ramsassi@gmail.com <strong>Objetivo</strong>: Estudar como a autopercepção da alimentação do indivíduo se associa ao hábito alimentar relatado mediante indicadores utilizados em inquéritos epidemiológicos. <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal de base populacional realizado com adultos e idosos, residentes no município do Rio Grande/RS. Foi utilizada uma única pergunta sobre como os indivíduos consideram sua alimentação e verificada sua associação com o hábito alimentar construído através de 13 indicadores de alimentação saudável. O teste de concordância foi realizado pelo coeficiente <em>Kappa.</em> <strong>Resultados</strong>: A amostra foi de 1.243 indivíduos, destes 72,4% referiram uma autopercepção alimentar saudável. Dez indicadores que compuseram a alimentação saudável se mostraram significativamente associados com a autopercepção alimentar saudável. Na análise da concordância entre o desfecho e a variável hábito alimentar adequado, o coeficiente <em>Kappa</em> foi fraco. <strong>Conclusão</strong>: Observa-se que quanto mais indicadores de alimentação saudável na dieta mais os indivíduos têm a percepção de realizarem uma alimentação adequada, sem diferenças entre gêneros. 2019-10-02T13:49:56-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/211536 Comportamentos de risco à saúde cardiovascular de adolescentes brasileiros, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2015) 2020-01-07T15:59:20-03:00 Maria Andréia Brito Ferreira Leal andreiabf_fisio@yahoo.com.br Carlos Eduardo Batista de Lima carlos.lima@ufpi.edu.br Márcio Denis Medeiros Mascarenhas mdm.mascarenhas@gmail.com Malvina Thais Pacheco Rodrigues malvinat@gmail.com Stephanie Sarah Cordeiro de Paiva stephanie.aus@hotmail.com Carolina Rodrigues de Oliveira Sousa carolxelis@hotmail.com Vandoval Rodrigues Veloso vandovalveloso@hotmail.com <p><strong>Objetivo:</strong> analisar os comportamentos de risco à saúde cardiovascular de adolescentes brasileiros investigados na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE-2015). <strong>Métodos:</strong> estudo transversal de base populacional nacional, utilizando dados de 10.926 escolares brasileiros com idade de 13 a 17 anos; os comportamentos de risco analisados foram: consumo de alimentos não saudáveis, tempo total gasto em atividades físicas na semana, experimentação de bebida alcoólica e de cigarro. Empregou-se regressão de Poisson. <strong>Resultados:</strong> identificou-se que 40,6% consumiram frequentemente guloseimas, 31,7% industrializados e 27,2% refrigerantes; a média de tempo total gasto em atividades físicas (237,6 ±207,1 minutos) estava abaixo do recomendado, 68,4% eram inativos e com baixo nível de atividade física; 59,2% experimentaram bebida alcoólica alguma vez e 22,9% cigarro. Constatou-se associações entre os comportamentos de risco e os aspectos sociodemograficos dos adolescentes. <strong>Conclusão:</strong> adolescentes brasileiros estão expostos a comportamentos de risco à saúde cardiovascular que são influenciados por aspectos sociodemograficos.</p> 2019-10-02T13:51:31-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/212884 Avaliação do sistema nacional de vigilância da doença meningocócica (DM): Brasil, 2007 a 2017. 2020-01-07T15:59:24-03:00 Igor Gonçalves Ribeiro igor.ribeiro@saude.gov.br Jadher Percio jadher.percio@saude.gov.br Camile de Moraes camile.moraes@saude.gov.br <p><strong>Objetivo:</strong> avaliar a vigilância da DM entre 2007-2017, pelos seus atributos qualitativos, quantitativos, e de utilidade. <strong>Método:</strong> estudo descritivo dos atributos oportunidade, representatividade, simplicidade, flexibilidade, qualidade dos dados, aceitabilidade e utilidade do sistema, pautado no guia avaliativo do CDC/EUA. Utilizaram-se dados agregados do Sistema de Notificação (Sinan-net), com sintomas entre 2007-2017, respeitando os aspectos éticos. <strong>Resultados:</strong> sistema complexo com oito definições de caso e seis confirmações laboratoriais; flexível, com adequada descrição das mudanças epidemiológicas da doença; boa completitude de quimioprofilaxia, busca ativa e sorogrupagem; aceitabilidade baixa com quimioprofilaxia registrada em menos de 70% dos registros; sistema oportuno, com investigação, encerramento e coleta de líquor excelentes; representativo, com devida descrição da DM no Brasil; útil pois maioria dos atributos são atendidos. <strong>Conclusões:</strong> A dinâmica clínica da doença e a necessária rapidez no manejo interfere na aceitabilidade e na complexidade do sistema, porém este é útil para as análises epidemiológicas.</p> 2019-10-02T13:56:02-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/191451 FATORES INTERVENIENTES NOS INDICATIVOS DE DEPRESSÃO EM IDOSOS USUÁRIOS DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE 2020-01-07T16:02:00-03:00 Daniel Vicentini Oliveira d.vicentini@hotmail.com Naelly Renata Saraiva Pivetta naellypivetta@outlook.com Gustavo Vinicius Nascimento de Oliveira gvno.nascimento@hotmail.com Diogo Alves da Silva diogoalvessilva@yahoo.com.br José Roberto Andrade do Nascimento Júnior jroberto.jrs01@gmail.com Cláudia Regina Cavaglieri cavaglieri@fef.unicamp.br <p>Analisar os fatores intervenientes nos indicativos de depressão de idosos das Unidades básicas de saúde (UBS). Estudo epidemiológico realizado com 654 idosos de usuários das UBS do município de Maringá-PR. Foi utilizado um questionário com questões sociodemográficas, a escala de depressão geriátrica e o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Os dados foram analisados por meio dos testes <em>Kolmogorov-Smirnov</em>. Qui-quadrado, <em>Kruskal-Wallis</em>, “U” de<em> Mann-Whitney</em> e correlação de <em>Spearman</em> (p &lt; 0,05). Os idosos com percepção de saúde ruim e que tomam mais de dois medicamentos apresentaram maior indicativo de depressão. Os idosos que relataram histórico de quedas e três ou mais comorbidades possuem maior indicativo de depressão. Os idosos ativos fisicamente apresentaram menor indicativo de depressão. A renda mensal e as condições de saúde são fatores intervenientes nos indicativos de depressão. A prática de atividades físicas leves está associada à baixa tendência de depressão na terceira idade.</p> 2020-01-07T16:01:56-03:00 Copyright (c) 2020 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/216363 Prevalência de intoxicações agudas e exposição aos agrotóxicos em região de intensa produção agrícola Mato Grosso 2020-01-07T16:04:11-03:00 DANIELY OLIVEIRA DA SILVA danielyartmad@gmail.com Objetiva-se estimar a prevalência e os fatores associados ás intoxicações agudas por agrotoxicos em Mato Grosso. Os dados foram obtidos atraves de levantamentos feito pela Secretaria Estadual de Saúde. Foram realizadas análise bivariada pelo teste de Qui-quadrado de Mantel-Haenszel ou teste exato de Fischer quando indicado. As variáveis que apresentaram significância estatistica com p-valor &lt;0,20 foram levadas para o modelo de análise múltipla através da Regressão de Poison. 17% dos entrevistados receberam diagnostico de intoxicação aguda. Os principais fatores associados foram: residir proximo a lavouras (RP=2,81; IC95%: 1,79-4,41); possuir até o ensino médio incompleto (RP=1,80;IC95%: 1,22-2,71); trabalhar a menis de 500 metros das lavouras de milho (RP: 1,57;IC95%: 1,05-2,35) e algodão (RP: 1,43; IC95%: 1,02-2,02). Este estudo evidenciou associação entre exposição aos agrotoxicos e ocorrência de intocação aguda. 2020-01-07T16:04:07-03:00 Copyright (c) 2020 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/203307 Acesso aos serviços de saúde para o tratamento da tuberculose entre povos indígenas na Amazônia brasileira 2020-01-07T15:59:28-03:00 Paulo Cesar Basta paulobasta@gmail.com <p><strong>Objetivos</strong>: Investigar o acesso aos serviços de saúde para diagnóstico/tratamento da tuberculose (TB) entre indígenas atendidos no estado de Rondônia.</p><p><strong>Métodos</strong>: Estudo transversal com indígenas nas casas de saúde do índio(CASAI) entre outubro/2009 a fevereiro/2011. Dimensões geográfica, econômica e funcional foram avaliadas por meio de entrevistas com indígenas em tratamento para TB.</p><p><strong>Resultados</strong>: Foram entrevistados 52 indígenas com TB. Na dimensão geográfica, falta de transporte e dinheiro, distância e ausência de profissionais para atendimento foram as principais barreiras identificadas. Na dimensão econômica, 15 indígenas relataram custos/despesas para receber atendimento. Na dimensão funcional, 21 chegaram a CASAI por conta própria. O tempo desde os primeiros sintomas até a chegada a CASAI foi &gt;30 dias em 24 relatos. Tratamento supervisionado foi realizado em 22 casos. Em 25 indivíduos, o tempo desde a primeira consulta até o início do tratamento foi &gt;30 dias.</p><strong>Conclusão</strong>: As dificuldades enfrentadas para obter acesso aos serviços de saúde em todas as dimensões analisadas pode contribuir para manutenção da transmissão nas aldeias. 2019-10-02T13:39:55-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/214322 Atualização intercensitária de estratificação de municípios brasileiros para avaliação de desempenho em saúde 2020-01-07T15:59:31-03:00 Maria Cristina Antunes Willemann mariacristinaw@gmail.com Jéssica Mascena de Medeiros jessicamascena@yahoo.com.br Josimari Telino de Lacerda jtelino@gmail.com Maria Cristina Marino Calvo cristina.clv@gmail.com <p><strong>Objetivo:</strong> propor e apresentar atualização de estratificação para avaliação de desempenho em saúde dos municípios brasileiros, identificando possíveis mudanças no período intercensitário (2015) para aplicação em novos estudos avaliativos. <strong>Métodos:</strong> estudo metodológico com atualização de classificação de municípios segundo porte populacional e condição de gestão. Compilados dados referentes aos anos de 2010 e 2015 nos eixos características demográficas, capacidade de financiamento e poder aquisitivo da população, conforme correspondência e disponibilidade em bases demográficas e de saúde. <strong>Resultados:</strong> cerca de quinze por cento dos municípios foi reclassificado no período intercensitário, não sendo identificadas mudanças expressivas quanto a estrato, região ou porte, e tendo como principais fatores de mudança o PIB <em>per capita</em> e percentual de extrema pobreza. <strong>Conclusão:</strong> a atualização ratifica o modelo utilizado como suficiente e adequado para estratificação e importante ferramenta para o aprimoramento do planejamento e avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde no país.</p> 2019-10-02T13:48:02-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/209232 Construindo um modelo para avaliar o uso do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica 2020-01-07T15:59:36-03:00 Gabriella de Almeida Raschke Medeiros gabriellamedeiros.fisio@gmail.com Daniela Alba Nickel danielanspb@gmail.com Maria Cristina Marino Calvo cristina.clv@gmail.com <p>Objetivos: apresentamos um modelo para avaliar o uso do processo e dos resultados do PMAQ-AB nas ações da gestão municipal e equipes de saúde. Métodos: para a construção do modelo, o contexto organizacional e operacional da ABS foi considerado o eixo estruturante dos objetivos do PMAQ-AB. Para analisar a capacidade do PMAQ-AB nesta operacionalização, propusemos as tipologias do uso (instrumental, conceitual, simbólico e processual). Resultados: o programa incrementou recursos destinados à ABS e avaliação embasada no uso da autoavaliação e avaliação externa. Conclusão: estudos nesta linha ainda são escassos, identificando a necessidade de avaliar o uso de um programa com as dimensões do PMAQ-AB.</p> 2019-10-02T13:54:18-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/214882 Experiência do Comitê de Investigação de Óbitos por arbovírus no Brasil: avanços e desafios 2020-01-07T15:59:39-03:00 Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti pamplona.luciano@gmail.com Kiliana Nogueira Farias da Escóssia kiliana@saude.ce.gov.br Adriana Rocha Simião adriana@saude.ce.gov.br Pâmela Maria Costa Linhares pamela@saude.ce.gov.br Antônio Afonso Bezerra Lima afonso@hsj.ce.gov.br Kilma Wanderley Lopes kilma@saude.ce.gov.br Deborah Nunes de Melo Braga deborah@saude.ce.gov.br Izabel Leticia Cavalcante Ramalho izabel.leticia@lacen.ce.gov.br Leda Maria Simões Mello leda@lacen.ce.gov.br Regina Lúcia Sousa do Vale regina@saude.ce.gov.br Francisca Kalline de Almeida Barreto kalline@gmail.com Rhaquel de Morais Alves Barbosa Oliveira rhaquel@gmail.com Antônio Silva Lima Neto tanta@gmail.com Fernanda Montenegro de Carvalho Araújo fernanda.montenegro@lacen.ce.gov.br <p>Diante da emergência das arboviroses no Brasil e do aumento no número de óbitos suspeitos, a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará implantou em novembro de 2016 um Comitê multidisciplinar e interinstitucional de investigação de Óbitos por arbovírus. Apresentamos os resultados preliminares das ações do Comitê durante o ano de 2017. Foram notificados 443 óbitos suspeitos, com 220 (49,7%) confirmados. Destes, 179 (81,4%) por critério laboratorial, sendo 194 (88,2%) por chikungunya e 26 (11,8%) por dengue. Entre os óbitos necropsiados a positividade no líquor foi de 33,7% e 17,7% para chikungunya e dengue, respectivamente. A mediana de idade dos óbitos por chikungunya foi mais elevada (77 x 56 anos) e o tempo de evolução até o óbito mais prolongado (38 x 12 dias). O tempo médio para encerramento dos casos foi de 81 dias. Em 2017 o Ceará confirmou aproximadamente 80% dos óbitos por arbovírus no Brasil</p> 2019-10-02T13:58:37-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/203664 Avaliação da percepção dos profissionais da Atenção Primária à Saúde como participantes de uma pesquisa nacional sobre HPV: um relato de experiência 2020-01-07T15:59:44-03:00 Glaucia Hohenberger glaucia.hohenberger@hmv.org.br Natália Luiza Kops natalia.kops@hmv.org.br Marina Bessel marina.bessel@hmv.org.br Jaqueline Driemeyer Horvath jaqueline.horvath@hmv.org.br Eliana Marcia Wendland elianawend@gmail.com <p>A cultura da pesquisa desenvolvida juntamente com a prática de trabalho é essencial para melhoria da saúde pública. No entanto, isto ainda é um desafio no Brasil. Este relato de experiência objetiva compartilhar a percepção da coleta de dados realizada por profissionais da Atenção Primária à Saúde como colaboradores de um projeto de pesquisa nacional. Ao todo, 217 profissionais de 119 unidades de saúde participaram do Estudo POP-Brasil, desenvolvido nas 26 capitais brasileiras e Distrito Federal. Os profissionais foram treinados e certificados <em>in loco</em> para a coleta de dados e de material biológico de 8.580 participantes. A participação no estudo possibilitou ao profissional reconhecer a importância do seu trabalho. A experiência exitosa confirma o quão importante é fazer pesquisa na prática de trabalho, desde que os profissionais sejam treinados e tenham um suporte adequado, pois a rotina de trabalho é compatível com a execução do protocolo de pesquisa.</p> 2019-10-02T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil https://submission.scielo.br/index.php/ress/article/view/216058 Classificação de risco gestacional baseada no perfil de mortalidade materna em município de extremo sul baiano. 2020-01-07T15:59:47-03:00 Márcia Maria dos Santos Moraes dra.marciamaria@uol.com.br Márcia Maria dos Santos Moraes dra.marciamaria@uol.com.br Márcia Alves Quaresma malvesq1@hotmail.com Urânia Souza de Jesus Oliveira urania.mimi@hotmail.com Márcia Maria Pedreira Silveira silvemar.marcia@gmail.com <p>A experiência retrata a criação de uma classificação de risco gestacional, baseada no perfil dos óbitos maternos (OM), num município com número alto de OM. Para elaboração do perfil, analisou-se fichas de OM de 2008-2013, considerando: idade, escolaridade, raça/cor, distrito residencial, presença de doença preexistente e história reprodutiva. O OM foi mais frequente em pardas/pretas, entre 30-39 anos, com baixa escolaridade, residentes em distritos vulneráveis socialmente e tendo a doença cardíaca como principal patologia preexistente. A partir desses dados, atribuiu-se 1-3pontos para cada menor/maior frequência, classificando o risco e definindo prioridades (P) assistenciais. PI=Risco Habitual (4-9pt): rotina para consultas/exames; PII=Risco Alto (10-16pt): reduzir tempo de espera para consultas/exames em 50%; PIII=risco Muito Alto (?17pt): acesso a consultas/exames em até 7dias. Essa experiência promoveu maior sensibilização dos profissionais quanto aos determinantes envolvidos nos OM e necessidade de priorizar o acesso à assistência pré-natal, conforme o risco.</p> 2019-10-02T13:57:05-03:00 Copyright (c) 2019 Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil